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Fim de semana

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Esse fim de semana foi demais. Teve comida demais, bebida demais e foi divertido demais.

Sexta à tarde, no almoço, o Alê resolveu trair o kebab nosso de cada dia com o dürum. Para isso, fomos no especialista local, o turco. Todo mundo feliz, mas quando ele abre o rolinho do sanduíche tem cenoura. Coitado, ficou meia hora tirando as "inimigas"...

De noite fomos no mexicano. Depois do trauma ele resolveu ficar no mais seguro e escolheu umas tortilas de carne e feijões refritos. Veio com cenoura...

Sábado foi Dia dos Namorados, fomos jantar numa pizzaria moderninha aqui perto. Todos os sabores de pizza eram diferentões: metade levava atum, uma boa parte levava anchovas, algumas tinham frutas, como a de maçã com cogumelo e banana com roquefort, e havia várias outras combinações do gênero. Alê escolheu uma e chamou o garçom:
- eu quero a de bacon, tem cenoura?
- como?
- tem cenoura na pizza?
- cenoura na pizza de bacon? Não, senhor.
- tem certeza, nem no molho?
- senhor, acho que não...
- bom, então traz uma dessa. Mas avisa aí que não pode ter cenoura.
- ok senhor, pode deixar, uma pizza de bacon sem cenoura!

Garçom fofo, ganhou até gorjeta em euro por entender o trauma do marido...

Domingo fomos ao Rastro fazer o que todos os madrilenhos fazem neste dia: comer fritura e tomar cerveja. Duas horas da tarde, a gente ainda digerindo o café, e os bares já estão todos lotados de gente pedindo cañas e tapas. Mas foi o primeiro domingo de sol de muitos meses, o dia estava lindo e quase quente e esse costume de sair andando pelas ruas tomando cervejinhas e beliscando não pode ser considerado exatamente desagradável, né? Aí você junta tudo isso com papo furado com os amigos e a "movida" acaba terminando lá pelas 22h, com um pouco de cerveja demais na cabeça. Duro é acordar no dia seguinte sem saber seu nome e ter que ir trabalhar falando espanhol...

Notas:
o dürum também é um sanduíche árabe, no estilo do kebab, mas a diferença é que vem enroladinho num pão estilo sírio, tipo uma panqueca. O único aprovado até agora foi o turco.


Tapas novas pra incluir na coleção: chopitos. São pequenas lulas (já perdi as contas de quantas pequenas lulas eu conheci por aqui), assim como a sépia, mas ainda menores. A diferença é que a sépia eles preparam cortadinha (quase como os anéis), na chapa, e os chopitos são fritos inteiros, que nem camarão.

Dedé e a noite madrileña

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Visitinha frequente, Dedé apareceu por aqui pra desbravar a noite madrilenha com a gente. Ô povo que não gosta de ficar parado. Primeiro, porque tem bar pra tudo: pra comer, pra beber e pra dançar. Segundo, que mesmo assim, eles ainda vão pulando entre vários da mesma categoria. Dá nem pra embebedar, porque quando a cerveja tá subindo você já tá começando uma caminhada nova...

A coisa funciona assim: até meia-noite e pouquinho você fica pulando de bar em bar, entre os que servem comida. Deu o horário os bares fecham e aí você passa para o bar de "copas". Lá as bebidas já são mais carinhas, a música é alta, igualzinho a uma boate comum. Só que às 3h30 da manhã eles apagam a luz, desligam a música e botam todo mundo pra fora. Pro desavisado que ainda estiver no meio do drinque eles são bonzinhos e oferecem copos de plástico.

Aí vai todo mundo pra boate (é uma galera andando em bando, engraçadíssimo!), encarar as filas gigantes pra entrar às 4h. Ou seja, uma verdadeira maratona!

Bom, seguem as fotinhos, sem legendas, porque foto de bar se explica sozinha e eu não lembro do nome da metade deles mesmo...













Novas descobertas

domingo, 5 de outubro de 2008

Ontem Clarissa e Guilherme, meus companheiros de apê, me levaram pra conhecer um pouquinho da noite madrileña. Começamos por um barzinho perto da Plaza Mayor - que fica absolutamete lotada à noite -, chamado El Rey del Pimiento. O pimiento é uma iguaria meio tradicional por aqui, e de fato não sei explicar bem do que se trata, parece uma mistura de pimentão com quiabo (muitos discordam da parte do quiabo), um pouco picante. Eles preparam frito com sal e comem com pão, o resultado é esse aí embaixo. Bem interessante.










































Outro experimento da noite foi a clara, dica da amiga argentina Delph, que na verdade é uma cerveja batizada com água saborizada ou limão. Provei com a água saborizada, mas o gosto doce no fim da cerveja é de matar. Em algum momento, bem mais pra frente, talvez eu dê uma chance pra de limão, mas só depois que essa primeira experiência estiver esquecida. Até lá, fico com a caña.

Ontem também foi dia de descobrir o mercado, que é sempre uma boa fonte de informação sobre os costumes locais. Descobri que molho de tomate aqui se chama "tomates fritos" (o castellano da Argentina não ajudou muito nessa hora), que quase tudo pode ser comprado pronto e os frutos do mar são bem baratos.

Fora isso, muitos tipos diferentes de jamón, o que era de se esperar, mas ainda assim surpreende a quantidade de tipos, origens e classificações que podem existir (jamón de macho e de fêmea?). E muitos tipos de queijos, uma variedade imensa. Enlouqueci, óbvio, e quis trazer tudo, mas a empolgação durou só até eu lembrar que teria que carregar as compras depois, porque aqui não vai ter a mordomia de mandar entregar em casa por 3 pesinhos...

Dia do Amigo

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ontem foi Dia do Amigo. Pois é, quando eu estava no Brasil nunca sabia disso, mas aqui não dá pra ignorar. Em todos os lugares havia cartazes com promoções, reservas, restaurantes e sorveterias abertos 24h pra comemorar. É uma data importante, que engraçado! Bom, e se é importante a gente comemora né, que mal não faz.

Então pra começar bem o dia fomos tomar café na pracinha. Esse é meu programa favorito, acordar tarde no fim de semana, ir pros cafés da pracinha, pedir um "desayuno completo" e ficar lendo e batendo papo. Mas ontem tínhamos um propósito: conhecer o Maru Botana, um bufê famoso por aqui por seus doces - que coincidentemente fica a 3 quadras da minha casa. E o lugar cumpriu bem a expectativa, o café é caprichado. Adorei tudo, a geléia, os scons (um tipo de pão com formato de nhá-benta, que pode ser doce ou salgado) e os meus brownies miniaturas. Tudo por 15 pesinhos. O Alê não resistiu à tentação e pediu a especialidade da casa, tortas, mas a fatia era tão grande que nem ele deu conta. Não que seja um problema, porque mesmo com a cara de espanto da atendente a gente mandou embrulhar o que sobrou.

E de noite fomos conhecer a cervejaria Antares. Na verdade eu já tinha ido lá uma vez, antes de morar aqui, mas lembrava pouco do lugar (talvez porque eu tenha ido a uns 5 bares diferentes essa noite e esse foi o último...). Bom, a "onda" do lugar é fabricar cerveja e trazer aquela tábua de degustação, onde eles colocam todos os tipos em tulipinhas com uma informação básica sobre cada uma. Eu já fui em alguns bares do estilo por aqui, mas esse sem dúvida é o mais legal. Tem mais cervejas e elas são mais gostosas. Ontem eles trouxeram uma especial, que só fazem de vez em quando, que estava ótima. Eu que sempre tomo a cristal ontem me surpreendi com uma escura, chamada Porter, que era super diferente. Já Alê e Mari combinaram veredictos, os dois ficaram com a honey beer. Eu passo, detesto mel. E a piorzinha, escolhida por unanimidade, foi a de vinho. Intragável.

A "picada" de frutos do mar deixou a desejar, mas eu não fui lá pra comer mesmo, né? E as sobremesas, seguindo a tradição, levam calda de frutas vermelhas (eu não sei de onde vem essa mania, mas aqui o que não tem doce-de-leite tem frutas vermelhas, mesmo que seja um brownie, um strudel ou uma torta de chocolate). Eu não curto muita a combinação, mas também não dá pra dizer que é ruim.

A foto não é lá muito atual, é de quando eu fui lá em 2007, mas dá pra ilustrar a degustação...

Clássicos

sábado, 12 de julho de 2008

Nossa casa é como coração de mãe, sempre cabe mais um, mesmo. No momento, mais dois. Bruno e Gabi tiraram uns dias pra visitar a gente aqui e recomeçamos os circuitos intensivos comida/bebida/passeios turísticos.

Começando pelo mais perto, o Down Town Matias é um pub simpático que fica na nossa rua. Engraçado que a gente já morava aqui há um tempinho e eu nunca tinha reparado nele, a primeira vez que eu fui lá foi num almoço de trabalho. Fui, comi e virei fã. O atendimento deixa a desejar, como na maioria dos restaurantes de BsAs, mas a comida é ótima e o cardápio de cervejas é farto. Não é barato, aliás não conheço nenhum pub que seja, mas é justo. Então, sempre que possível (e sempre que chega uma visita nova) passamos por lá pra provar uma cerveja diferente.




































Como não podia deixar de ser, o 1o. lugar que todo mundo quer conhecer aqui é a Boca. Confesso que lá pela 5a. vez que eu fui visitar o Caminito já estava bem de saco cheio. Até que, perdida por lá com a Aline num dia em que os meninos tinham ido ver um jogo do Boca, encontrei um barzinho no meio da confusão que serve comida honesta, cerveja gelada e melhor, não muito cara. Encontrado o lugar, eu me livrava da horda de gente gritando e oferecendo mesas para comer churrasco a 50 pesos. E aí pronto, um novo mundo se abriu. Agora quando as visitas solicitam nossa presença no circuito da Boca, eu posso ir tranquila, mostrar o lugar, soltar a galera e sentar pra tomar cerveja.



















Ah, outro clássico porteño é a Plaza Serrano. A gente tem umas 452 fotos por lá, cada uma num lugar diferente, porque como a praça é no meio de tudo vira e mexe a gente acaba ali tomando alguma coisa antes de sair. A foto é no terraço do Utopia, enquanto eu pensava que Quilmes Stout, Gancia batida e cerveja Iguana não pareciam uma boa combinação...



















Mas clássico mesmo é empanada com cerveja, e o Bruno realmente está se esforçando para conhecer a cultura local...

Aniversários

sábado, 24 de maio de 2008

Semaninha difícil, vontade de estar no Brasil pra festejar o aniversário das pessoas queridas!!! Mas como aniversário é dia de ficar feliz, vamos comemorar mesmo de longe!

As fotinhos abaixo são da gente no Jobs - outro barzinho apresentado pela Silvia - comemorando o aniversário da Milla! O bar é legal porque é grande, tem jogos, sinuca, playstation, super totó e a música ainda é boa. O lugar é melhor quando não é sábado, porque fica bem menos cheio e a faixa etária dos frequentadores passa dos 18 anos. A bebida é carinha, mas aí já pedir demais, né...




































E ontem, no Super Soul - dica da Cianen - comemorando de longe o aniversário do Tom, com uma coisa que ele adora: comida japonesa. Aliás, ótima essa mistura, o bar fica bem no meio de Las Cañitas, é um dos únicos que aceita cartão, o som é ótimo (sábado rola show, mas sexta é só som ambiente mesmo) e o sushi é muito, mas muito bom. Caro, mas vale a pena.



























































Uma atualização: o local resolveu assumir seu ponto forte e recentemente mudou o nome para SushiSoul.