Em Belém, eu e a dieta fizemos um acordo: eu não enfio o pé na jaca e ela não acaba com a minha brincadeira de descobrir os pratos da região. Assim, diminuindo muito as porções, deu pra experimentar diversas delicinhas locais:
Os mil e um sabores do sorvete Cairu, imbatível! Uma pedacinho de paraíso por apenas R$ 3,50. Os sabores são os mais diversos: exóticos (cupuaçu, bacuri, carimbó, entre muitos outros) , combinados (morango com chocolate branco, Romeu e Julieta) e clássicos. Mas pode se jogar sem medo, todos os que eu provei eram sensacionais.
Torta de cupuaçu com queijo de cuia (só para quem curte muito o lance doce com salgado, porque o gosto é muito forte. Eu aprovei, mas com ressalvas)
Cerpinha – dispensa comentários.
O Filhote: é um peixe da região que, apesar do nome, é gigante (não que eu tenha visto vivo!). Provei frito, assado, na telha, grelhado, com e sem molho, e é sempre muito bom. O da foto, ao molho, é do restaurante Na Telha, na orla de Icoaraci.
E mais filhote, com arroz de jambu (aquela folhinha que deixa a boca dormente).
Deu pra reparar que só tem opções refrescantes no menu? É que nesse época acontece o Verão Amazônico (como a temperatura quase não varia ao longo do ano, verão para eles é a época da seca, mais ou menos de julho a outubro), e os dias estavam bem quentes. Por isso essa também é a época das férias grandes por lá, as de dezembro são menorzinhas.
Belém definitivamente me fisgou pelo estômago. E acho que não vi nem a metade... Dava pra passar outra semana por lá só provando coisas novas, como a maniçoba, por exemplo, que não entrou no meu cardápio.
Bom, pra não dizer para que não passei pela Amazônia, uma espécie local (não venenosa, claro!).
Também achei a cidade super interessante, embora esteja um pouco abandonadinha. A casa das 11 janelas foi uma grata surpresa à noite, tanto a parte do bar quanto a varandinha. E ainda sobrou a Praça da República com o Teatro da Paz, a pracinha da Catedral e do Forte, o Museu Emílio Goeldi e o Parque Botânico e a Estação das Docas, uma espécie de Puerto Madero paraense que vale muito a visita.
A decepção ficou por conta do Mercado Ver-o-peso, minha maior expectativa. Acho que a mistura pouco tempo + vendedor cobrando R$ 20 pela castanha + dia muito quente + muita sujeira estragou um pouco o passeio. Mas desfazer essa má-impressão pode ser a desculpa perfeita pra próxima visita.
Belém
Postado por Gisele Lopes às 20:09 | Marcadores: bebida, comida, mercado, viagem quarta-feira, 27 de julho de 2011Valencia: o Mediterrâneo, as Fallas e a Paella
Postado por Gisele Lopes às 11:09 | Marcadores: comida, espanha, festa, mercado, praia, viagem domingo, 22 de março de 2009Semana passada fomos conhecer a maior festa da região de Valencia, as Fallas, uma manifestação popular quase tão importante quanto o carnaval no Rio. A comemoração acontece na época do feriado de San José (19/03), que esse ano caiu numa quinta-feira, o que significou 4 dias pra conhecer o lugar.
Cada vez que eu viajo pela Espanha descubro o quão ignorante ainda sou sobre o país. Por exemplo, eu não sabia que em Valencia eles tinham um idioma próprio (além do castellano), o Valencià. Superficialmente falando, parece uma mistura de castelhano e francês, lembrando muito o catalão, só que bem mais compreensível. Viajando e aprendendo!
O Valencià Uma atualização: segundo minha amiga catalã, o Valencià e o catalão são praticamente a mesma língua, com pouquíssimas diferenças. Os valencianos odeiam que se diga isso. De qualquer maneira, rebati dizendo que o valenciano eu entendia, enquanto o catalão era grego pra mim. Mas ela argumentou que quando fui à Catalunya eu falava menos espanhol e isso pode fazer muita diferença na hora de entender. Faz sentido...
Valencia é uma cidade pequena, simples e bonita. Assim como quase todas as outras cidades espanholas que visitamos tem um centro histórico de ruazinhas apertadas e construções de muitos séculos atrás, uma parte nova onde eles contruíram a ultra-modernosa Cidade das Artes e das Ciências e (aqui vem o diferencial) a praia. Ou seja, você pode acordar de manhã e ir à praia, visitar o oceanário na cidade da ciência, pegar um cineminha numa das muitas salas do complexo UGC e terminar o dia tomando uma cerveja ou um sorvete nas ruas do centro histórico. Dia perfeito! Por essas e outras Valencia entrou na lista de possíveis lugares para morar.

Meus programas favoritos: praia e oceanário!
Outras atrações, especialmente interessantes pra quem gosta de comer, são o porto e o mercado. São dois dos poucos lugares onde você consegue comer uma verdadeira Paella Valenciana e não as de microondas que a maioria dos restaurantes vende (e caro) por lá. Aliás, sobre a famosa Paella um esclarecimento: a versão mais conhecida no Brasil, a de frutos-do-mar, é uma variação da original, que no começo só levava coelho e frango. Muito depois eles acrescentaram o porco (alguns o pato também) e atualmente é essa combinação que caracteriza a Paella de Valencia. A de frutos-do-mar, minha preferida, é chamada de paella mista e dela se originou um outro prato, chamado Fideuá, que leva macarroezinhos pequenos ao invés de arroz. Esse também é bem comum por aqui, só que tem um nome diferente em cada região (nem sei como se chama aqui em Madri).
No porto não deu tempo da gente ir, mas o mercado municipal é maravilhoso. Tem uma variedade imensa de frutas, queijos, conservas e claro, presuntos. Pra quem gosta de comida é um programa pra manhã inteira.
Outras comidas típicas da região: a orxata (horchata, en castellano, uma bebida típica feita com um tubérculo chamado chufa, que eu nunca vi. Fica da cor do leite. Eu não gosto, mas o pessoal aqui em casa adora) e o farton, um paozinho mais seco que eles molham na horchata ou no chocolate (nunca vi tantas "xocolaterías" por metro quadrado). Os churros estão por toda parte e lá eles também têm versões recheadas e com cobertura. Mas o mais típico do lugar é o bunyol, um bolinho frito de abóbora, doce, abundante na época das Fallas.


Acima, o Mercado. Abaixo, comendo farton na Cidade das Artes e das Ciências
Falando nelas, voltamos ao motivo principal da nossa viagem. No começo eu não conseguia enteder muito sobre o que era essa festa, toda explicação que eu recebia terminava em "sabe os carros das escolas de samba no Brasil? Então, é igual, só que parados". Ahhh, que bom, agora eu sei o que tem na festa, só continuo sem saber o porquê...


Mas de fato a festa é muito complexa, mistura temas religiosos, conotações políticas e tradições pagãs, entre outras coisas. Basicamente ela é composta de muitas queimas de fogos durante todo o mês e várias pequenas celebrações, como desfiles, oferendas, etc. As fallas propriamente ditas são as esculturas, feitas de carvão e isopor e baseadas em temas cotidianos ou atuais, que são montadas em vários pontos da cidade e no final da festa são queimadas. O ponto alto acontece entre os dias 15 e 19/3, com as mascletás (queima de fogo), a la Nit de Foc (ou Noite do Fogo, grande queima de fogos do dia 18) e a Cremá (queima) final. Descobri várias explicações diferentes pra festa, as duas que eu mais gosto são essas: ela teria começado com uma tradição de carpinteiros que construíam esculturas com o que sobrava dos seus trabalhos e no dia 19/3, dia de São José, queimavam essas peças em praça pública como homenagem ao santo ou que na verdade a queima das esculturas é um resquício das comemorações do equinócio da primavera (que é dia 20/3, a queima é realizada exatamente à 0h desse dia) quando se armavam grandes fogueiras pra queimar o "mal" e celebrar a prosperidade e a fertilidade. Seja qual for a razão, a festa é linda.O Alê e o Vaticano
Postado por Gisele Lopes às 17:31 | Marcadores: italia, perrengue, viagem quinta-feira, 5 de março de 2009Uma vez em Roma, resolvemos ver o papa. Fila gigante na entrada da Basílica, mas batendo fotos nem percebemos o tempo passar. Felizinhos, chegou nossa vez, comentando que rapidinha foi a fila, vamos passar pelo raio-x e...nada. Bem na nossa vez a porcaria da máquina resolveu não funcionar. Vem a segurança, revisa tudo e descobre o problema: as alças da mochila do Alê se enrolaram em algum lugar e travaram a máquina. Aí a mochila não passava e nem as coisas que estavam atrás. Bom, tudo resolvido, roupas checadas, ok pra visitar a Basílica.
Embora lá dentro não seja proibido bater fotos nem falar, como na maioria dos santuários, eles pedem um mínimo de bom senso dos turistas. Mas é claro que você chega ali e dá de cara com todas aquelas imensidões em mármore e ouro e fica pasmo, comenta, grita, chama o fulano pra ver, é uma festa. Mas ninguém reclama, é super tranquilo. Depois de horas visitando, o Alê resolveu parar pra descansar encostadinho numa parede. E levou um esporro. Como? Por que? Ficamos ali sem entender nada, porque o esporro veio em italiano, mas não havia nenhuma razão para aquilo, ele estava ali no cantinho, na dele e..
Bom, aí ele virou de costas enquanto reclamava. E eu entendi...
Tá explicado, né? A Basílica tem um monte de regras para as roupas que as pessoas podem usar lá dentro, mas o detalhe da mochila tinha passado despercebido até pra gente. E como ela era pequena não podia deixar no roupeiro. Mas eles abriram uma exceção pra essa regra assim que notaram o conteúdo da publicidade na mochila...
Morri e fui pro céu!
Postado por Gisele Lopes às 09:17 | Marcadores: italia, reflexões, viagem quarta-feira, 4 de março de 2009Ou, cheguei em Roma!
Roma é o lugar mais interessante que eu já conheci. Lá qualquer caminhadinha de 5 minutos pode virar um passeio histórico. Eu fico meio receosa e nervosa toda vez que vou conhecer uma cidade muito famosa, porque normalmente a expectativa é tão grande que dificilmente pode ser cumprida. Mas aqui não é o caso, porque de fato a cidade é incrível. Os monumentos, o clima, a história, as ruazinhas... isso pra não falar da comida! O impacto foi tão forte que Roma conseguiu inclusive tirar de Paris o posto de "a mais romântica". Porque você está caminhando por ruas assim...
E de repente dá de cara com isso...
E isso...
E termina o dia comendo a sua pasta, diante de um copo de vinho, meio com cara de quem está sonhando acordada. Pra depois fazer um post completamente apaixonado e ainda ficar suspirando quando vê as fotos...
Holanda
Postado por Gisele Lopes às 10:23 | Marcadores: frio, holanda, viagem segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009Nós resolvemos viajar de carro. Apesar dos mundialmente famosos trens europeus, nós fizemos as contas e viajar de carro saía bem mais barato que comprar o passe de trem. E é tudo tão pertinho, e fácil, e sinalizado, Europa, né… Não, isso é lenda. Até a França é tudo bem sinalizado mesmo (por módicos 14 euros de pedágio, claro!!!), mas a partir da Bélgica tudo muda. Estradinhas pequenas, pouca sinalização, nenhuma placa de velocidade e informações numa língua estranhíssima. Hora de parar e comprar um mapa em inglês. Pena que só tivemos essa brilhante idéia 60 km depois de nos perdermos…
Depois disso a gente achou que já tava PhD em sinalização em língua estranha, mas essa tese não colou em Amsterdam. Até porque a cidade simplesmente não tem nenhuma sinalização. De todos os lugares que visitamos até hoje, é, sem dúvida nenhuma, o mais difícil de se localizar. Não tem quadras ou linhas retas, não existem retornos e os carros são proibidos na maioria das ruas. Ficamos completamente perdidos na cidade e rodamos mais de 2 horas só no centro (e estamos falando do centro de Amsterdam). Quando finalmente encontramos o albergue, descobrimos que o estacionamento dentro da cidade custa 5 euros A HORA! A opção era deixar o carro no estádio do Ajax (eles fazem um esquema mais tranquilo, 6 euros por dia e te dão o passe de metrô pra ir e voltar). Só foi triste porque era fora da cidade e fazia -4…
Mas Amsterdam é de enlouquecer. Nem vou tentar descerever muito, porque seria impossível repetir o ambiente local, é uma toda uma experiência… Um dia a gente quer repetir, com um clima menos hostil, pra poder aproveitar os canais, as bicicletas e etc. Porque a cidade vale muito a pena. Ah, e tem o museu Van Gogh, que apesar de pequeninho é um dos mais bonitos que eu já fui…
O pôr-do-sol, em dois momentos, uma das horas mais bonitas do dia em Amsterdam...

Contraste: cisnes fofos no Red Light District



E de novo um encontro inusitado. Tá virando costume isso de encontrar gente conhecida no meio da rua, do nada, do outro lado do mundo. Assim como aconteceu em 2006 com o Marcelo em Paris, dessa vez estávamos ali congelando na rua quando vemos um rosto conhecido. Nessa situação você nunca acredita que é mesmo a pessoa, ainda mais em Amsterdam onde até o ar é alucinógeno... Aí fica aquela situação escrota: bato nas costas e corro o risco de abordar um completo desconhecido ou dou aquele gritinho tímido e pago de maluco se ninguém virar? A parte de boa é que, como ninguém te conhece mesmo, faz pouca diferença qualquer um dos dois micos. Mas optamos pelo gritinho tímido, a Lorena respondeu, todo mundo feliz e dignidade resguardada...
Alê e Lorena, encontro inusitado em local inusitado: na porta do Museu do Sexo.
O primeiro coffee shop
No caminho de volta, já sem pressa e no calorzinho do carro, resolvemos parar em Roterdam para conhecer o porto. Eca, vou pular, tem nada pra ver lá não.
p.s. Alê quase censurou o post por achar que eu fui muito boazinha. O fato é que estava frio demais. Demais!! E que isso acabou tirando um pouco o charme da cidade. Foi até difícil bater fotos. Já seria complicado por causa das luvas, mas ainda por cima a mão congelava. Mesmo com a luva... Isso não significa que não seja possível aproveitar Amsterdam no inverno, mas o fato é que nessa época as atrações da cidade são quase todas "internas".
Natal em Paris
Postado por Gisele Lopes às 10:01 | Marcadores: família, festa, frança, natal, paris, viagemBom, Natal e Paris são uma combinacão fatal, porque é a data em que mais se come e o lugar onde comemos melhor. Mas, deixando um pouco de lado a comida, foi uma delícia voltar a Paris, rever os lugares, a família, reviver o clima da cidade. Essa passagem foi curta, porque daqui seguimos viagem. Algumas fotinhos da nossa 1a. parada em Paris, ainda em 2008, com as legendas em cima porque o blogger não está ajudando na hora de diagramar...
1. O Hotel de Ville, com a decoração de Natal.
2. Os carrosséis, que já são muito comuns em Paris, mas no Natal eles instalam mais e todos são gratuitos. A cidade parece um imenso parque de diversões.
3. Contribuindo pro clima de parque, a roda gigante instalada na Place de la Concorde, pra festas.
4. Boulevard Hausmman com decoração de Natal
5. Comprinhas na galeria Lafayete e Printemps
6. Festa de Natal em duas partes, com os tios
7. E com os primos...






550 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 540 km…
Postado por Gisele Lopes às 11:54 | Marcadores: comida, londres, viagem domingo, 1 de fevereiro de 2009Pra chegar demorou, mas pra descobrir como seria a cidade foi rapidinho, porque logo no aeroporto já separam o joio do trigo. O Alê, falando apenas duas palavras em inglês, mostra o passaporte vermelhinho e em dois minutos é admitido no país. Já a cidadã de Del Castilho precisa pegar uma fila descomunal, provar que é dona do seu passaporte e responder 452 perguntas do tipo “o que você veio fazer aqui?”(mas eu tenho certeza que eles queriam mesmo era saber como é que brasileiro tem dinheiro pra ir pra lá). Mas mesmo mostrando que sou limpinha e posso gastar meus eurinhos suados por ali só recebo o carimbo quando aponto pro marido europeu. É duro…
Passada a “simpatia” inicial, fomos à segunda descoberta do dia. Londres é bizarramente cara. Não à toa o policial estava preocupado em como eu tinha ido parar ali, porque se pra quem vive em euros já é difícil fico imaginando como seria converter isso pra real. Só pra sair do aeroporto eram 18 libras, o que daria aproximadamente o quê, uns 75 reais????
Fora o perrengue da chegada, descobrimos uma Londres muito diferente do que a maioria das pessoas costuma descrever. Não choveu nem um dia, fez um temperatura agradável e teve até sol. E além dos pontos turísticos clássicos, fizemos pequenas descobertas ótimas:
Sol na Abadia de Westminster
Feirinha de livros na beira do Tames, tudo por 1 libra!

Feirinha de comidas "próximas", ou seja, do resto da Europa. Acima, a barraquinha de pão de alho e a salsicha alemã recheada. O Alê come bonitinho, mas eu quase arrumei um problema ao dar uma mordida na minha, recheada de queijo, e espirrar metade do recheio quente no vizinho de mesa (como se diz "ai, desculpa, acabei de te queimar e te cagar todo de queijo mas foi sem querer" em inglês mesmo??).
Em Notting Hill, uma (mal comparando) feirinha de San Telmo ultra-mega-chique, onde descobrimos um pequeno restaurante de calzones, única comida boa e barata que comemos em Londres.
Das comidas típicas, tenho opiniões diversas. O fish and chips eu passei, porque parecia muito, mas muito sem graça (filé de peixe frito com batata chips estilo Ruffles é meio McDonald's). Por outro lado, os cookies, brownies e baggels não só perfumavam a cidade mas também faziam jus ao cheiro delicioso que tinham. Já o tradicional café da manhã inglês embrulhou o estômago até do meu corajoso companheirinho de aventuras gastronômicas. A combinação de ovos fritos, linguiças, molhos no estilo maionese e bolinhos de arroz frito foi um pouquinho pesada pra quem normalmente não come muito de manhã (e é a única hora do dia em que ele não come muito!).
De tudo o que mais chama atenção é a como as coisas são picantes por lá, certamente uma grande influência da cultura indiana, já que os indianos são a maioria nos serviços. Dos mais simples kebabs às típicas batatas assadas, tudo é um pouco picante. Interessante a mistura (embora eu não seja exatamente uma apreciadora de pimentas ou temperos picantes). Outra (feliz) descoberta é que, apesar do inverno, a cerveja é servida gelada. Porque cerveja quente é umas das únicas coisas que não dão saudade da nossa temporada argentina.
Bom, nos despedimos de Londres razoavelmente falidos e com uma certa pena de quem queria ver um pouquinho mais, mas felizes pela próxima parada: Paris.
A caminho de Londres (porque chegar já são outros quinhentos…)
Postado por Gisele Lopes às 20:55 | Marcadores: aeroporto, londres, viagem sexta-feira, 30 de janeiro de 2009Chegar em Londres foi uma odisséia. Da primeira vez que viemos na Europa, há 2 anos, não conseguimos visitar a cidade porque não deu tempo. Agora compramos a passagem e tudo pronto, nos lançamos na viagem. Só que o vôo mais barato saía às 6h, a gente tinha que estar no aeroporto às 4h. Mas acordar cedo era o menor dos problemas… Perrengue no. 1: a despedida do master coincidiu com a data da viagem e às 2h, enquanto fazíamos as malas e íamos para o aeroporto, estávamos totalmente bêbados. No. 2: não tem metrô a essa hora! No. 3: é proibido entrar com malas nos ônibus. De qualquer maneira nenhum vai até o aeroporto, só até uma cidade próxima. Logo, a única solução viável era o táxi. Aí vem o perrengue 4 (além do preço): não tinha táxi disponível! Era véspera de feriado e todo mundo estava saindo de férias ou das festas de fim de ano, não tinha táxi livre na cidade. E toda essa maratona foi vivida a -3 graus! Quando finalmente conseguimos implorar pra entrar com as malas num ônibus que nos deixou no Centro onde depois de muita espera conseguimos um táxi a bebedeira já tinha quase passado. Mas chegamos a tempo!
Finalmente desembarcamos em Londres!!
Não, ainda não foi dessa vez! Viajamos de Ryan Air e descemos em Stansted, a mais de uma hora de Londres. Para chegar na cidade ainda faltava encontrar um ônibus e pagar uns 20 eurinhos…
p.s. a "amiga" Ryan Air só tem aeroporto pequeno, nada de esteirinhas, é caminhando pro avião mesmo. Uma vez lá dentro, salve-se quem puder porque os bancos não são numerados, toca uma música estridente e o vôo é um feira, ali se vende de tudo: comidas a bebidas, perfumes e cosméticos "com desconto" e até raspadinhas beneficentes. E não é piada...
OBS
Postado por Gisele Lopes às 20:49 | Marcadores: bebida, comida, família, festa, frança, viagem quinta-feira, 29 de janeiro de 2009Me traí nesse post e acabei esquecendo de falar do assunto principal (ao menos para o blog!): a comida. Deixo as fotos do banquete, regado a jamón, camarão e queijo, claro.
Essa complicada arquitetura em forma de pavão (nada é simples como uma mesinha de frios, p. ex., tudo tem formatos, cores, etc) é feita de kani e uma espécie canapé de presunto com uma massa de camarões e frutos do mar, agrupados com uma gelatina incolor. À primeira vista parece muito estranho, mas se um dia eu conseguir reproduzir no Brasil dá pra mostrar que é beeem gostoso.
O Alê aproveitando o bufê...

E a melhor parte da festa, pra mim.
França, porque a gente não consegue ficar muito tempo sem festa de primo…
Postado por Gisele Lopes às 09:05 | Marcadores: bebida, família, festa, frança, viagem quarta-feira, 21 de janeiro de 2009Fizemos uma pequena viagem a Marselha para encontramos o Marcelo e a Sylvia, que nos levaram ao Gueugnon (uma cidade na Borgonha) para a festa surpresa do João. Sério, quando eu crescer quero ser assim… Porque eles começaram a comer e a beber ainda nos preparativos da festa (o que era mais ou menos 17h) e às 5h, quando eu pedi arrego e fui pra casa, eles continuavam bebendo, comendo e dançando. A festa durou mais de 12 horas e quando eu acordei eles já estavam preparando o “enterro dos ossos”. E bebendo, claro. E eu nem cheguei a dormir 6 horas… Bom, mas voltando ao principal, a festa foi linda, emocionou, todo mundo se divertiu e o Tio Zé foi a ausência mais sentida da noite.
Os meninos
Primas fofas
O brinde, antes da festa
Com o aniversariante


