550 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 540 km…

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Pra chegar demorou, mas pra descobrir como seria a cidade foi rapidinho, porque logo no aeroporto já separam o joio do trigo. O Alê, falando apenas duas palavras em inglês, mostra o passaporte vermelhinho e em dois minutos é admitido no país. Já a cidadã de Del Castilho precisa pegar uma fila descomunal, provar que é dona do seu passaporte e responder 452 perguntas do tipo “o que você veio fazer aqui?”(mas eu tenho certeza que eles queriam mesmo era saber como é que brasileiro tem dinheiro pra ir pra lá). Mas mesmo mostrando que sou limpinha e posso gastar meus eurinhos suados por ali só recebo o carimbo quando aponto pro marido europeu. É duro…

Passada a “simpatia” inicial, fomos à segunda descoberta do dia. Londres é bizarramente cara. Não à toa o policial estava preocupado em como eu tinha ido parar ali, porque se pra quem vive em euros já é difícil fico imaginando como seria converter isso pra real. Só pra sair do aeroporto eram 18 libras, o que daria aproximadamente o quê, uns 75 reais????

Fora o perrengue da chegada, descobrimos uma Londres muito diferente do que a maioria das pessoas costuma descrever. Não choveu nem um dia, fez um temperatura agradável e teve até sol. E além dos pontos turísticos clássicos, fizemos pequenas descobertas ótimas:
























Sol na Abadia de Westminster



















Feirinha de livros na beira do Tames, tudo por 1 libra!




































Feirinha de comidas "próximas", ou seja, do resto da Europa. Acima, a barraquinha de pão de alho e a salsicha alemã recheada. O Alê come bonitinho, mas eu quase arrumei um problema ao dar uma mordida na minha, recheada de queijo, e espirrar metade do recheio quente no vizinho de mesa (como se diz "ai, desculpa, acabei de te queimar e te cagar todo de queijo mas foi sem querer" em inglês mesmo??).



















Em Notting Hill, uma (mal comparando) feirinha de San Telmo ultra-mega-chique, onde descobrimos um pequeno restaurante de calzones, única comida boa e barata que comemos em Londres.

Das comidas típicas, tenho opiniões diversas. O fish and chips eu passei, porque parecia muito, mas muito sem graça (filé de peixe frito com batata chips estilo Ruffles é meio McDonald's). Por outro lado, os cookies, brownies e baggels não só perfumavam a cidade mas também faziam jus ao cheiro delicioso que tinham. Já o tradicional café da manhã inglês embrulhou o estômago até do meu corajoso companheirinho de aventuras gastronômicas. A combinação de ovos fritos, linguiças, molhos no estilo maionese e bolinhos de arroz frito foi um pouquinho pesada pra quem normalmente não come muito de manhã (e é a única hora do dia em que ele não come muito!).

De tudo o que mais chama atenção é a como as coisas são picantes por lá, certamente uma grande influência da cultura indiana, já que os indianos são a maioria nos serviços. Dos mais simples kebabs às típicas batatas assadas, tudo é um pouco picante. Interessante a mistura (embora eu não seja exatamente uma apreciadora de pimentas ou temperos picantes). Outra (feliz) descoberta é que, apesar do inverno, a cerveja é servida gelada. Porque cerveja quente é umas das únicas coisas que não dão saudade da nossa temporada argentina.

Bom, nos despedimos de Londres razoavelmente falidos e com uma certa pena de quem queria ver um pouquinho mais, mas felizes pela próxima parada: Paris.

Um comentário:

Maíra K. disse...

Quantas novidades arquivadas esperando a internet voltar, hein? :-)

A melhor coisa de comer em Londres é o cookie! O resto eu também não gostei.

Continuem escrevendo!

bjs